A era do imediatismo e sua realização

Atualizado: 18 de Nov de 2019


Sabemos que estamos vivendo a era do imediatismo que acaba fazendo com que tenhamos comportamentos igualmente imediatistas que na maioria das vezes trazem consequências negativas a longo prazo.

Definição de imediatismo:

Tendência a agir em função do que oferece vantagem imediata, sem considerar as consequências futuras.

No dia a dia:

Comportamento de trocar de benefícios maiores e duradouros de longo prazo por pequenos e passageiros benefícios de curto prazo.

  • A faculdade ou a viagem?

  • Um livro ou uma balada?

  • Aprendizado consistente ou jeitinho mágico?

Consequências gerais:

  • Vida líquida:

Uma causa de grande angustia da modernidade, vivemos em uma luta interna entre a busca da permanência e uma vida de impermanência constante.

  • Falta de bases sólidas:

Uma das necessidades básicas do ser humano é ter segurança física, emocional e psicológica que são conquistadas com a consciência do que se tem e de onde se pode chegar. Usando habilidades, competências e experiências adquiridas que servem de alicerces para o que se busca.

  • Perda dos valores:

Mesmo sem saber, nossa vida é pautada em valores, coisas que são realmente importantes. A corrida em busca de atender necessidades imediatas algumas vezes fere valores pessoais, que causa uma “ressaca” moral e emocional depois do efeito de prazer imediato.

  • Estado de ansiedade:

A necessidade constante de outro prazer, de mais daquela sensação e de não saber como conseguir aumenta o estado de ansiedade. Por não ter o foco no longo prazo, sentimos a urgência de conquistar algo novo que traga mais do bem-estar que igualmente termina logo.

Efeitos no comportamento

Erro de prioridades: nosso senso do que é importante, urgente e necessário passa a ser distorcido, esquecemos a importância das coisas.

Impaciência: buscamos a recompensa imediata e quando não temos sofremos.

Medo de perder: a sensação de escassez provocada pela urgência em ter, faz com que tenhamos medo de nunca mais termos aquela chance, temos dificuldade em abrir mão das coisas e prol de um bem maior.

Domínio do impulso: Nem percebemos que estamos agindo pelo impulso do prazer imediato.

Consequências comuns:

Culpa e Ressaca moral: depois que a sensação de prazer passa, é normal sentirmos culpa por termos cedido ao impulso e frequentemente nos arrependemos.

Sensação de vida vazia: nunca nada é suficiente, estamos tão focados no imediato que perdemos a visão de longo prazo então o tempo todo precisamos de algo agora para preencher esse vazio e dar algum sentido para a vida.

Falta de perspectiva: Se não consigo “erguer a cabeça” acima do muro do imediatismo, só consigo perceber as oportunidades mais efêmeras sem conseguir ver as possíveis conquistas a logo prazo.

Diminuição da motivação: é um trabalho muito árduo buscar satisfação imediata o tempo todo, com o tempo você vai perdendo a motivação porque tem a impressão que faz, faz, mas no fundo não possui nada.

Frustração generalizada: estar sempre frustrado, pois o tempo do prazer imediato é tão pequeno que logo temos que começar uma nova jornada em busca do próximo e do próximo e é muito frustrante.

Comportamento compulsivo: queremos mais disso, mais e mais. Precisamos atender nossas necessidades imediatas custe o que custar. Pessoas que compram um celular parcelado ao invés de juntar dinheiro para trocar o telhado da casa e se arrepende na sequência, mas não consegue resistir, torna-se algo mais forte que ela mesma.

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